Apelido: Mr.Jones “Eu exorcizo demônios falando. Quem precisa de cruz e água benta quando toma posse das palavras.” Bruxo da felicidade e feiticeiro do amor. Dizem por aí que sou...UM LOUCO (DO BEM); INCOMUM, DIFERENTE, JEITO ÚNICO, INTENSO, CIGANO E BRUXO. “Na realidade não tenho a certeza de que exista. Sou todos os autores que li, toda a gente que conheci, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei, todos os meus antepassados” Ou, sem pretensões e aproximando, o “tenho em mim todos os sonhos do mundo” do Pessoa... Só se vive uma vez. Então tenha a seu lado pessoas que você tem certeza que merecem participar dessa coisa única que é sua vida. Não que você vá se arrepender no fim dela, mas com certeza estará jogando fora momentos preciosos com quem não merece. *** Respeito e amor não se compram... Pelo menos os meus são bem caros! **
Toda vez que te olho. Me vejo em você como uma imagem invertida. E a sua imagem refletida neste espelho castanho dos meus olhos. Esse espelho obscuro, indefinível. Onde os meus olhos são seus guardiões que vivem numa eterna sentinela. Seu lugar só possui um dono.
Fecho os olhos e mesmo que meu amor esteja do outro lado do oceano, eu consigo sentir inexplicáveis sensações.
Por que motivo você nunca saiu da minha mente? Estivesse você perto ou não? Eu não sei bem explicar. Ficamos muito tempo sem nos falar, porém, quando nos reencontramos, é como se tivéssemos visto ontem mesmo, o tempo passou, mas as sensações nada mudaram. As sensações são as mesmas. Fecho os olhos e posso lembrar o seu olhar e o seu sorriso. Que magia existe entre nós e que faz com que certas sensações muito boas fiquem em nossas lembranças? Porque você é marcante e por isso não te esqueço, esteja você onde estiver. Você me diz que conseguia me sentir, como em outras vezes não conseguia por motivo que eu teria cortado a nossa sintonia. Não sabemos ainda entender outras tantas sensações agradáveis e fora do comum possíveis de serem sentidas. Com você mantenho afinidade de pensamento e sentimento, e por isso você permanece em minha alma. É dessa forma que eu posso fechar os olhos agora e ver um rosto (o seu). Vejo certos traços muito característicos, um sorriso peculiar e um olhar que encontra o meu. Posso ouvir o tom da sua voz e sentir a força dos seus braços ao me dar um longo abraço. Posso, ainda, sentir a doçura no seu falar e perceber como me sinto em paz. Não sei bem o que isso significa nem por que acontece assim. Porém, nem tudo tem resposta. E o bom de tudo isso é poder lembrar de você. E isso significa felicidade.
P.S: Por que você sempre será uma parte de mim...A minha eterna saudade diária.
"Feliz por me dar a alegria de poder ouvir o riso das nossas princesas e escutá-las chamar meu nome. Feliz porque minha vida é uma vida mais colorida, brilhante e clara desde o dia que vc desembarcou seu navio no meu porto.
Cada dia que passa eu tenho mais certeza que é Você! Que é você quem eu sempre esperei, que eu sabia que existia, pois já o via em meus sonhos, que completaria a minha outra parte que sempre estava à espera da peça que se encaixasse perfeitamente e não deixasse mais nenhum vácuo.
Eu tinha certeza que Deus esse ano traria um presente especial pra mim. E trouxe mesmo, mas foram 03.
Deus realmente não demora, Ele capricha. Foram quase 30 anos esperando, mas no momento certo ele trouxe quem eu sempre esperei, quem eu sempre procurei e quem eu sempre sonhei. Eu sabia que você existia, mesmo quando tudo dizia que não. Eu jamais duvidei disso. Uma voz dentro de mim, perto do coração, sempre disse que você existia e era real SIM, e que além disso era ESPECIAL. Agora já se tornou inclusive ESSENCIAL e FUNDAMENTAL na minha vida.
Amo você: Ontem, Hoje, Sempre, pra Sempre.
Amo Você e todas as nossas circunstâncias." By Catarina Juliana - As vezes onça, as vezes favo de Mel
A novela escrita por Walcyr Carrasco e Mário Teixeira, dirigida por Wálter Avancini, foi um dos grandes sucessos da Rede Globo no horário das seis. A trama conseguiu elevar a audiência do horário e ganhou até reprise no Vale a Pena Ver de Novo, no ano de 2003. A história foi inspirada no clássico de Shakespeare A Megera Domada.
Petruchio
Personagem principal da Megera Domada de Shakespeare. Para quem não sabe, Petruchio é um grosseirão que se casa por interesse financeiro com a filha mais velha de um cara abastado, que tinha fama de ser uma peste. O pai só casaria a filha mais nova depois do casamento da mais velha, e obviamente ninguém queria casar-se com aquela peste. Só que a Catarina não é uma peste; a braveza dela é aquela típica das pessoas muito doces que têm medo de se machucar, sabem? E o Petruchio acaba por fazer aflorar o que tem dentro del.
Ele, bonachão, estouvado, agressivo, grosseiro; ela aquela coisa “cavalo bravo”, com aquela agressividade típica das pessoas que são frágeis demais, doces demais e, de medo que as pessoas descubram isso, se fingem de megeras . Nas brigas que eles têm, fica evidente que um morre de tesão pelo outro – e depois, com o tempo, que eles se amam.
Diego Jr. :: uma palavra agora de imediato q faça te lembrar do meu cheiro
Juliana: sabonete. e água de chuveiro, os dois misturados, e vc saindo do banheiro
q cheiro bom
Diego Jr: uma palavra q te faça lembrar do meu beijo
Juliana: chocolate com pimenta. Diria intensidade
Diego Jr.: uma q lembra o nosso amor
Juliana : A estátua de Eros e Psique do Louvre. Acho q ali está o amor alma misturado com o amor carne mas é o amor de todas as formas, vai além
Diego Jr.: agora uma palavra q representa EU, Diego pra vc.
Data estelar: 16/08/2008 ( notou que até a data era completamente par, conforme eu adoro)
O eclipse Lunar (ritual marcado há milênios. Foi a noite em que os amantes Diego e Juliana selaram o amor eterno. Uniram seus corpos e suas almas em um pacto que será sacramentado por toda a eternidade.
Deus abençoa porque
Somos o sol e a lua
E quando há um eclipse
Minha vida é minha e tua
O cenário:
O local seria ao ar livre. O céu como o palco principal. O universo infinito como testemunha. As estrelas serão as lamparinas prontas para iluminar o ritual. Todas em seus lugares, sem ofuscar, sem cegar os espectadores. Essa noite elas não seriam as estrelas, seriam apenas coadjuvantes. A verdadeira estrela do show seria a lua com seu eclipse.
Num simples toque de olhar
Faz se sentir toda nua
E pra escandalizar
É só minha linda e pura
Os preparativos:
Sinal do inicio, as nuvens se abriram e a grande estrela Lua começou a surgir. a musica silenciosa ecoava no vazio.
Vida minha
Minha
Tua
Minha
Tua vida é minha e tua
Os amantes:
Diego e Juliana se preparam para o ritual. Enquanto eles esperam o momento marcante e inesquecível da vida deles. Diego conta a Juliana alguns mistérios do céu.
- Amor, está vendo aqueles desenhos divertidos no céu? Serve para nos distrair. Olha só aquele desenho, é um escorpião, aquele ali parece um caçador(Órion), aqueles são os cães dele. Olha aquela... Parece uma baleia, tem a outra que aparenta um camaleão.
- Estou vendo meu amor. Linda aquela que parecem cisnes. Olha só! São peixinhos ali.
- Sim minha amada. Uma infinidade de figuras criadas há milhões de anos atrás e que foram desvendadas e nomeadas pelos os homens com o passar do tempo. E deram o nome de “constelações”.
Ela é a terra virgem
Eu semente de paixão
Nossas lágrimas são chuva
Nossos corpos plantação
O Ritual:
Eis que o grande momento chega. A Lua então parou. As nuvens reabriram para o ritual começar. Surge um par para acompanhá-la. Porém ele era tão misterioso que a Lua somente via sua sombra. Assim mesmo aceitou o convite e estendeu a mão para ele. Diego e Juliana iniciaram o ritual no mesmo momento que a lua se entrega ao amante misterioso. Eis que nesse misterioso ser, a Lua descobriu um perfeito par. E Juliana descobre que esta diante do único homem da sua vida. Lua sentiu totalmente cativa pelo ser misterioso e este se viu totalmente atraído pelo brilho que a menina Lua emanava. Logo ele se viu com ciúmes da platéia dela e a quis somente para si, ela e seu brilho. Diego se sentiu atraído imensamente pela Juliana, e a desejou como nunca havia desejado nenhuma mulher em toda sua vida. Juliana se entrega de corpo e alma ao seu eterno amado.
É uma afrodisia
A me fazer germinar
Desbravando o seu corpo
Sinto o tato das carícias
Que só eu posso provar
Como a o ser que cobriu a lua. Diego tomou Juliana em seus braços. Ela seria sua e de mais ninguém. Juliana sentiu naquele momento que, nunca ninguém a tinha segurado daquele jeito, nunca alguém lhe tinha sido antes tão necessário. Foi aí que se descobriu amando. E o amor era forte demais. O seu amado tem o brilho da Lua. O momento em que ela decidiu ficar com seu amor e com ele somente. Eles deitaram no gramado, um ninho de amor.
E assim, de tempos em tempos durante certos eclipses da Lua, ela desaparece por total para ficar a sós com sua metade... Como no ritual que o casal Diego e Juliana fizeram... Os dois se uniram, pois descobriram que não querem mais ficar sem as suas respectivas metades. Sendo assim, origem ao termo eclipse que na língua dos antigos que dizer abandono...O momento que ela abandona o palco para ir sonhar, para ir amar...
E a partir dessa noite, Diego e Juliana serão inspiração para os poetas. História de amor para os namorados. Alento para os abandonados.
Clarice Lispector já dizia: "Já que sou, o jeito é ser!"; então ela decidiu ser.
"Sou uma garota rock and roll. Ou melhor, nasci punk. Não na melodia que polvilha meus poros, mas nas minhas atitudes e verdades.
Não me peça MPB. Não espere bossa. Sou muito mais Janis que João Bosco. Chico? Obrigada, dispenso. Prefiro comer pão com queijo num pé sujo, dá no mesmo.
“Respeito muito minhas lágrimas, mas ainda mais minha risada” e por ser Caetano mano de Dylan, amo.
Nas minhas letras não cabem laiá-laiá, não há espaço para tumbalaiê. Enrolação e firulas verbi-voco-visuais para mim é coisa de quem não tem o que dizer.
Se eu fosse um chocolate, seria um bombom com recheio de geléia de pimenta. Gosto do que escorre, da surpresa.
Se fosse um filme, seria um Almodóvar, já que falo com eles - sujeitos em coma; embora tenha Sartre entre meus livros de cabeceira, jamais seria um Woody Allen.
Não sou retrô nem moderna. Sou uma garota do meu tempo. Uma garota que possui as mesmas, ou, quase as mesmas, aflições que qualquer outra.
Não preciso ouvir música clássica, já uso colar de pérolas.
E embora eu pareça meio louca e já tenha ficado de calcinha e sutiã no palco, não tiro a roupa para qualquer um.
Não sou Caju. Não estou, nunca estive e nunca estarei jogada aos pés de ninguém, embora às vezes eu seja meio exagerada.
Boleros me fazem rir. Música latina me excita. Valsa da insônia me dá sono.
Silêncio só se for regado a jazz: com harmonia e melodia.
Portanto, honey, não espere que eu esteja sempre bem penteada, usando roupas beges, falando baixo, carregando clássicos da literatura debaixo do braço, que seja discreta e banque a dama na rua e a puta na cama.
Posso ser dama na cama e puta na rua. Depende da bebida, da pomba-gira, da cigana que me habita, da roupa íntima e da intimidade estabelecida. Depende da minha vontade. Ela, a minha vontade, e somente ela, é quem me guia.
Sou artista, vivo em camarins, onde posso ser outra a qualquer momento sem sentir pena de mim, sem sentir pena do que não fui e do que poderia ter sido, porque a porta de um camarim é uma entrada para a reinvenção de si.
Não sou como você, “um gatinho que quer comer o peixinho mas não quer molhar as patinhas”
Da MPB eu fico com o refrão: “eu sou assim, quem quiser gostar de mim, sou assim”...
Hoje dia 18, quase dois anos que conheci o amor da minha vida.
Seguindo as Setas Amarelas...
Estava conversando com uma paixão que ela insiste em dizer que foi apenas uma projeção.
Eu: eu não sou homem pra vc e nem pra mulher nenhuma. quando eu falo, ninguém acredita. Eu sou um anjo torto e errante, um cigano que o coração não pertence a ninguém. Estava conversando com uns amigos ontem,ficamos até o nascer do sol papeando. Foi quando entrou no seguinte assunto *CASAMENTO DO DIEGO* Um deles chega e me diz
"Diego, vc diz que quer casar, constituir uma família, ser dono do lar, administrar, e cuidar das crianças,mas vc ja nao faz isso? vc cuida da suas filhas, cuida de uma casa, e nem se quer tem esposa La dentro, pra q vc quer casar?”
Eu respondi...quero uma companhia.
Ai ele continua“cia vc tem no momento que vc quiser, muitas mulheres querendo sua cia.”
E eu respondo -mas eu quero a Juliana.
E ele - será que vc nao esta projetando uma mulher nessa Juliana, que vai ver nem 20% exista nela? E se ela for uma daquelas q vai colocar rédeas, mandar em vc.”
E eu: Ela ja faz isso. E é uma das coisas que me atrai nela é isso também. Ela sabe o que quer, tem pulso firme, tem voz ativa. Sabe segurar o que é dela. E isso nenhuma outra mulher jamais fez comigo. Porem, eu tenho medo de casar, mas ao mesmo tempo eu QUERO, e se for pra casar nessa vida, que seja com ela, se nao for...entao nao me casarei com nenhuma mulher nessa vida.
Entao Fulana(suprindo o nome da pessoa) Eu fiz vc se apaixonar e desapaixonar por mim. Eu fui o seu veneno e o antídoto ao mesmo tempo. Preciso colocar isso no livro da minha vida. Onde esta esse livro? Cigano nao carrega livros, carrega alma.
Com um cigano NAO EXISTEM PROJEÇOES.
Duvida ainda da magia de um cigano?
Fulana: pode apostar que sim.....
Eu:O feitiço nem se quer começa com o beijo, e sim com o olhar. Por isso q dizem q olhar de cigano ja é um feitiço lançado. Posso te prender com um olhar. Posso invadir a sua alma com um beijo. Posso marcar território no seu ventre com meu gozo. Dai...pronto, vc é minha pra sempre.
Fulana: você é um cigano.... sempre quer ter as pessoas.... mas nem pensar em ser delas.....gosto muito de você viu?!.....
Eu: mas olha, tem um porém. vc nao sabia q apenas uma única mulher pode quebrar essa maldição? Pois saiba q é vero. Quando essa mulher aparecer, ela vai quebrar a maldição, e o homem deixa de ser cigano e perde todos os poderes.
Fulana: o problema é saber qual é esta mulher.... e levando em conta que ela já anda rondando a alma do cigano..... e pelo que dizem vem da cidade da paixão diretamente para os braços dele.....
O destino é o que baralha as cartas, mas nós somos os que jogamos. William Shakespeare
“Diz a sabedoria popular que o melhor caminho
para que a seta ligeira acerte ao alvo imóvel
(quanto mais distante este estiver de nosso mirar),
é que o disparo seguro e firme
não deva ser nunca, jamais, em linha reta,
mas sim feito em forma de alongada curva para o alto...
E assim sendo, o arco-íris que ela desenhará no céu,
distendido rumo ao horizonte das incertezas,
voando sobre montes, rios e pontes,
despencará veloz rumo ao chão,
na doce trajetória de quem busca no infinito
um novo sentido para a própria existência;
desejando ao coração visado
torná-lo vazado pelo seu transpassar...
Ah, tempo veloz! Que seria da seta sem o alvo?
Que seria do amor sem o amar? “by José Antonio Klaes Roig”
Essa postagem eu dedico a uma mulher que encanta a todos suas lindas e intensas poesias. Ela se chama “VALÉRIA BRAZ”.
Pensei em algo a altura dessa encantadora amiga, Daí meu coração avisou que essa letra além de ser um belissimo poema, ela nos passa a idéia exata de harmonia entre poesia e música. Nada melhor que um poema musicado na voz desse cantor, que eu tenho a certeza que ela curte.
“O amor é um grande laço/ o passo pr’uma armadilha/ um lobo correndo em círculo pra alimentar a matilha/comparo sua chegada com a fuga de uma ilha/ tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha…”
Somos pessoas compartilhamos sonhos, desejos, vontades, segredos, entre diversas coisas. Mesmo com toda essa união de emoções, ficará sempre a sensação de estar faltando um pedaço.
“O amor é como um raio galopando em desafio/ abre fendas, cobre vales, revolta as águas do rio/ Quem tentar seguir seu rastro se perderá no caminho/ na pureza de um limão ou na solidão do espinho…”
Quando nascemos somos únicos. E todos nossos primeiros sinais vitais são experiências tão solitárias. Só nos completamos como humanos, quando conhecemos os outros. E mesmo assim acabamos nos sentindo sós uma boa parte da nossa vida. E a certeza que eu tenho, que o egoísmo nunca deixará a solidão ir embora. E assim,só conseguiremos sobreviver nesse mundo que anda frio, quando compartilhamos nossa solidão com os outros.
“O amor e a agonia cerraram fogo no espaço/ brigando horas a fio/ o cio vence o cansaço/ e o coração de quem ama fica faltando um pedaço/ que nem a lua minguando/ que nem o eu nos seus braços…”
Vamos compartilhar solidões e a cumplicidade sem invadir a individualidade do outro. É semeando a tolerância a primeira qualidade do amor. Querendo ou não, precisamos de nossa solidão, precisamos do outro para nos completarmos. Sol e lua compartilhando o mesmo dia, cada um na sua solidão, no seu tempo.
P.S: Sendo sempre mais que um menino. Sempre provei na pele e na alma toda a riqueza de emoções que só quem está amando pode sentir. Às vezes sendo doce, e outras um tanto acre, agridoce ou não, eis o sabor do amor.
Eu já fui um folião intenso em outros carnavais. Mas foi em Salvador (Bahia) que eu deixei meu lado folião ir para as profundezas do inferno. Ahahahah. Nossa, vi tanta coisa que eu jurei que me encontrava no inferno literalmente.
Pulando a nostalgia, e voltando ao presente.
Meus amigos me encheram o saco para ir a um baile de carnaval. E eu dizendo que preferia litoral (praia), mas quando vieram com aquele papo de : “cara, a mulher ta viajando, vai ficar aí feito um homem do lar sem eira e nem beira. Ahahahha. Coloca qualquer roupa aí e vamos pro baile.” E acabei topando. Na hora pensei, com que fantasia? Não tinha comprado nada. Daí pensei, vou de boêmio, trovador ou pirata? Daí peguei um lençol branco, cortei e dei um jeito de virar uma roupa romana. Daí fui com sandália mesmo havaiana branca, e arrumei um coroa de ramos de arvore. Passamos no Fred pra seguir com ele e a Sansara, a criatura olha pra mim e diz: “já sei qual é sua fantasia Diego, é NARCISO. Tinha que vir de você essa idéia.” Eu estirei a língua e disse, era pra ser de romano né? Mas já que ta na cara que é essa, vai ser de Narciso então.
Bem, o desenrolar não preciso relatar né?
Concluindo com um belíssimo conto de carnaval
"Dizem por aí que amores de carnaval são passageiros, fúteis. Mas, aos olhos observadores do destino, marcantes histórias estão presentes nesses lisonjeiros momentos de desenfreada felicidade. Algumas, aniquilam vidas e outras, as solidificam. E existem ainda aquelas, que são a própria vida se manifestando e marcando as pessoas, pela eternidade.
Numa das mesas mais distantes do centro do salão, notava-se um casal. Ela, fantasiada de princesa medieval e ele, de trovador. O que mais se sobressaía naquela ocasião era a alegre vivacidade dos dois companheiros que já rumavam para a terceira idade. Confetes, serpentina e a animação inebriante os mesclavam em meio ao resto da moçada que se divertia.
Para eles, era mais do que um baile de carnaval. As mesmas marchinhas de todos os anos traziam às cabeças memórias de um tempo belo e saudoso, impetrado em momentos infinitos. O minúsculo salão de um bairro simples funcionava como uma máquina do tempo: há trinta anos, o local fora palco de um encontro, o primeiro dos dois apaixonados em toda sua vida.
Como nascedouro de todo aquele amor que cresceu e evoluiu em trinta anos, o salão remetia aos cônjuges sensações maravilhosas de antigas emoções que nunca morreram, mas que de certa forma, haviam se enfraquecido com o desenrolar dos anos.
Há trinta anos, dois corações recebiam um presente dos céus: foi uma paixão ardente, divulgada em um instante de divina luz, por palavras torpes e ao mesmo tempo ilustres, proporcionadas unicamente por uma paixão voraz.
As fantasias com que se vestiam também eram iguais às de trinta anos. Ele continuava o trovador que roubou a princesa de suas altas torres, cantando seu amor devoto, pelos ilimitados campos da vida. E, ela, a mesma princesa, que abdicava de seu castelo, para viver a vida peregrina com seu amado trovador.
E, curiosamente, a realidade não se distinguia da fantasia: fruto de um envolvimento proibido, o casal enfrentou uma tempestade de renegações por seu amor, uma espécie de Romeu e Julieta dos tempos modernos. Mas sua bravura e coragem perante esses desafios foi ainda maior que o preconceito da sociedade. Ora, ninguém diria quem eles deveriam amar, isso era inconcebível...
Logo vieram os filhos, as dívidas, a dureza da vida. Por trinta anos, o trabalho dos dois amantes foi incansável. Primeiro, a luta para pagar as prestações da casa; depois, o desafio de criar os filhos; as jornadas longas de trabalho; as noites que, comumente, tornavam-se dias.
A construção de suas vidas foi uma guerra bem sucedida. Mas também tinha deixado suas seqüelas: as dificuldades dessas três décadas escondiam atrás de si toda a magia que um dia envolveu o casal naquele modesto salão, em um baile de carnaval. As relações já não eram as mesmas; um beijo inesperado, já era algo comum; uma declaração de amor, algo totalmente ridículo.
Quando os filhos já tinham sido criados e saído de suas guardas, o trovador e a princesa caíram em depressão. A aposentadoria também tinha contribuído relativamente muito; já não havia nenhuma preocupação, nem a vida movimentada dos escritórios, nem os filhos do lado... em resumo, as vidas do casal estavam resumidas aos programas de auditório de domingos, vistos pela televisão.
Algumas pessoas afirmam ser natural essa queda de ânimos, no período que antecede a velhice. Mas aqueles que são realmente lutadores não ignoram essa batalha e se embrenham em mais uma luta.
Os amantes sabiam que seu fim estava próximo se continuassem daquele jeito; não o fim da vida, mas o fim de seus sentimentos. Uma sensação desagradável tomou conta dos dois. Era carnaval; a televisão transmitia o desfile das escolas de samba. Um pensamento síncrono dominou as mentes, com uma só lembrança e determinação: o velho baile de carnaval.
Troca de palavras confortantes e lembranças do seu primeiro baile traziam os sentimentos daquelas duas pessoas de volta ao seu apogeu.
Na noite seguinte, estavam no baile, fantasiados, pulando, dançando, vibrando, vivendo. Dentre as músicas, tocava "Máscara Negra", talvez a mais conhecida música carnavalesca do Brasil. A vontade de viver intensamente cada momento surgia juntamente com a paixão e amor que nunca morreram, mas que afloravam novamente, com total intensidade.
Mais do que um baile, mais do que saudosismo, naquele momento, o destino construía mais uma bela história: o reencontro de duas almas com a própria vida."