21 de jul de 2010

Maneiras tecnológicas de ficar em silêncio



Eu ainda te procuro
No claro, no escuro
Nos lugares seguros ou não

Eu ainda te procuro
Com olhos de águia
Com o faro agudo de cão

Eu ainda te procuro
De uma forma sobre-humana
Nas cartas da cigana
Ainda estás nas minhas mãos
E uma chance dessas não se perde assim
Já é hora de eu gostar mais de mim

Eu ainda te procuro
Porque és a minha cara
Um bem que não cortei pela raiz

Eu ainda te procuro
Pelo amor, pelo futuro
Me recuso a desistir de ser feliz (Ivan Lins)





Nosso passado se repete na minha cabeça em forma de um certo filme. A nossa trilha sonora. Saudade. Medo. O menino do filme sou eu, com a cabeça nas nuvens, literalmente. Diz muito da minha síndrome de Peter Pan. O problema é que nós dois somos densos. E sei também que denso também é o nosso tempo, que parece uma camada espessa que temos que atravessar todos os dias, um depois do outro, e parece que foi ontem mas também parece que foi muito tempo atrás. A saudade me persegue até na forma de pesadelos. A verdade às vezes é uma punhalada no peito, e eu reprisando tantas vezes pra ver se para de sangrar, mas a minha imaginação sabe ser ainda pior. Você fica no silencio e eu só encho a minha cabeça de caraminholas erradas (ou talvez nem sejam erradas). Enquanto uns vão ao bar para encher os copos na tentativa de preencher o vazio. Eu vou a sua procura todas as noites para entregar minha esperança a Lua, quem sabe ela generaliza e convida também todas as constelações para me ajudar a te encontrar.


As vezes a noite acabo desviando minha alma e sendo guiado ao caminho do perigo, ao que eu sei que pode levar ao arrependimento e culpa, e assim, prefiro ficar no stand by pra não me deixar levar. Como disse um poeta, não existe nada pior que uma pessoa insegura.

P.S: Vou mandar te colocar num táxi, trazer até minha cama sã e salva, mesmo que no dia seguinte você não lembre de nada. Te acordar com um sorriso preguiçoso como da primeira vez, como tantas outras, como eu quero que seja por muito, muito tempo. E Vou inventar saudade em outra língua, quem sabe em mandarim. Só pra você me entender.


Agora você inventou  tantas maneiras tecnológicas de ficar em silêncio. E até na realidade também.

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