2 de nov de 2010

Titanic in love - Homem também chora

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Através desse template que, com uma dose de humor, caracterizando o filme Titanic, venho dizer que não é fácil ser homem. Logicamente a mulherada vai me responder (mais complicado é ser mulher). Mas ser homem também não é mamão com açúcar. E com esse dilema, as mulheres que por aqui passarem visitando o meu reino, jamais deixem de lutar pelos seus ideais e direitos, porém, por favor, não percam a sensibilidade que caracteriza vocês tão bem. A cada dia eu vejo mulheres que dizem conseguir se comportar igual aos homens. Não queiram isso! Sabem porque? A parte complicada de ser homem é justamente de não poder, não querer, ou não conseguirem demonstrar a sensibilidade.
A sociedade por mais que se diga tão moderna e cabeça feita, ainda não se encontra preparada para ver homem chorando. Até hoje não entendo porque temos que ser ‘MACHO” não tendo que chorar.


E acho o maior erro quando pensam que homem que chora é menos masculino que um troglodita. E outra coisa, trogloditas também choram. Eu sou um deles. (ahahaha) E não me considero nenhum exemplo de primeira mão de um poço de virtudes. Não sou uma pessoa má, mas estou bem longe de ser um homem perfeito. Sou as vezes egoísta, rabugento, preguiçoso, turrão e chato, e outros tantos dos quais não me orgulho. Mas quando eu choro, desde um comercial do natal feito pela “coca-cola” , uma música que me lembre algum momento marcante, saudades da minha Eninha, por estar triste, e também as vezes porque não consigo proporcionar o que as pessoas ao meu convívio precisam e eu não sei como resolver. E deixo claro que não se trata apenas de valores materiais, me refiro ao apoio que as vezes os seres humanos precisam.


Eu sei que o lema do homem é demonstrar que nada o faz tremer. Pois é uma mentira! Nós homens temos medo sim. E acho o medo mais ignorante do homem, e não admitir que tenha medo. Qual seria o problema de um homem ter medo de aranhas e ratos? Eu tenho medo de baratas. Medo não seria bem, mas uma fobia. E daí? E isso também se deve ao meu pai, que pegava baratas e queria a força que eu mostrasse que era homem, segurando elas vivas na minha mão. E dizia: “afinal, é um homem ou o que?” O que ele não entendia, que isso de sentir fobia de baratas não me deixaria ser menos homem.
Hoje em dia, se um homem achar um cachorrinho guti guti, e um determinado bebezinho lindo, vão achar que ele é sensível demais igual a mulher.


Reparem como sofremos em não poder demonstrar que precisamos chorar. Quando for a um cinema, ver aquele filme de detonar qualquer caixa de lenços, veja na saída do filme, os homens que estavam assistindo, fingindo que estão com sono, uns dando risadas, e outros ainda zuando do filme, dizendo que nunca viu algo tão bobo. Eu tenho coragem pra falar, e ainda demonstrar com meus olhos marejados que certos filmes me fazem chorar feito uma Madalena arrependida antes do apedrejamento. Chorei vendo o final do Titanic, chorei assistindo Platoon, me acabei de chorar vendo o final do filme “Marley e Eu”.
E aí? Vocês acham que homem que chora se torna menos homem por isso?


P.S: Tambem não tenho vergonha de dizer que, uma única mulher nessa minha vida me fez chorar de tristeza. A Juliana. E agora, posso também dizer que uma ÚNICA mulher, me fez chorar de alegria, “Eninha”.

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