30 de jun. de 2009

A Jura secreta que eu não fiz

Zélia Ducan - Jura Secreta


"Só uma coisa me entristece/O beijo de amor que não roubei/A jura secreta que não fiz/A briga de amor que não causei/Nada do que posso me alucina/Tanto quanto o que não fiz/Nada que eu quero me suprime/De que por não saber 'Inda não quis/Só uma palavra me devora/Aquela que meu coração não diz/Só o que me cega/O que me faz infeliz/É o brilho do olhar/Que não sofri"

É costume dizer-se que o tempo é sempre bom para nos fazer esquecer as coisas menos boas. A verdade é que aquilo que hoje nos magoa, aos poucos, vai perdendo a sua força e intensidade. Com o tempo, algumas coisas vão perder por completo o seu sentido, outras vão ficar gravadas em nós mas sem a força que têm no momento em que nos ferem.

As coisas boas que experimentamos na vida também sofrem mutações ao longo do tempo, algumas perdem a intensidade que só pode existir e ser vivida no momento. No entanto, aquelas que nos marcaram profundamente acabam por ganhar uma magia especial com o passar do tempo.

O tempo apaga o supérfluo e mantém na memória o essencial na forma de saudades ou lições, conforme tenham sido situações agradáveis ou não que nos marcaram.

Se você fosse fazer um filme a respeito da sua vida, qual seria o tema e o porquê?

Sugiro que leia ouvindo a música.

Quantas vezes você já disse isso? “se eu tivesse uma outra chance…“? Todos esses “se” e essa vontade de que o que não foi pudesse ter sido diferente pelo visto vão nos perseguir por toda a vida.

Cientistas, filósofos dizem que esse fenômeno faz parte da vida, não engulo frases que me obrigam a estagnar no conformismo. Não sou conformista. Mas concordo que não temos forças contra o tempo. O que podemos fazer é ter boa lembranças do nosso passado e fazer com que nosso futuro seja diferente.Se nossa vida fosse um filme seria muito mais fácil. Mas como somos um roteiro sempre inacabado só nos cabe ter uma inveja boa.

Fiquei pensando como seria o tema do filme da minha vida. Se for analisar pela minha infância, meu grande companheiro de aventuras era meu amiguinho imaginário capitão Jonas. Hoje em dia ele não existe mais. Sumiu! Lembro que os adultos chegavam a implicar comigo porque eu dava tanta atenção pra ele. Hoje em dia é a musica que me acompanha. Acordo ouvindo música e tomo banho cantando. Prefiro assim porque escapo do barulho caótico do mundo, noticias triste e de todas as chatices que rodeiam o dia a dia. A música me leva para um mundo paralelo, minha imaginação funciona em uma velocidade inexplicável e eu me sinto um tanto quanto completo. E nessa minha maluquice de divagações, me pego pensando que se minha vida fosse um filme (ljá imaginei até em um desenho animado) talvez fosse um longa metragem repleto de tudo e interessante de ser assistido. Um misto de Ace ventura com indiana Jones e um “Q” de mistério do Alfred Hitchcock.

Hoje loucamente comecei a aprontar o filme da minha vida. Pra começar, seria dirigido pelo o maior fenômeno da história do cinema, o judeu Steven Allan Spielberg (porque a minha vida é MUITO peculiar), no mesmo esquema de tudo que ele já faz. O roteiro ficaria pra ele dividir autoria com a filha do cineasta Francis Ford Coppola, a Sofia Coppola e a produção eu deixaria pro Danny De Vito fazer, porque ele é muito bem humorado, inteligente, perspicaz. Agora os atores: Ben Affleck faz Eu mais velho e Adam Sandler faz Eu hoje em dia. Logicamente jamais deixaria de fora as atrizes: elas seriam as personagens as “exs” da minha vida. Seriam elas: Nicole Kidman, Jenifer Lopez, Gwyneth Paltrow , Angelina Jolie e para a surpresa dos leitores, entre as destaques eu não deixaria de fora a principal que faria o papel da mocinha “Ana Paula Arósio” ahahaha. O meu grande problema seria em relação a trilha sonora.O meu gosto musical é tão variado. A certeza que não faltaria Roxette, bem como Alejandro Sanz. Teria algo Francês (tipo chanson), muito pop. Não escaparia dos clássicos é claro, como Pearl Jam, Madonna, Sheryl Crow (que faz 7 entre 10 trilhas sonoras), Sting, etc. Mas também não cairia na breguice. O momento mais romântico provavelmente eu deixaria a cargo de Michael Bublé, que consegue renovar o hit clássico e também adicionaria uma pitada informal. E acrescentaria um tango (Por una cabeza) e os jazzistas mais bacanas e talvez até um pouco do tempero da música cubana.

A moral é essa.O filme vai se construindo conforme vamos vivendo, mas o meu filme seria uma obra peculiar, com a fantasia imaginária e sensacional de Quentin Tarantino, o homem capaz de transformar as cenas mais simples em obras primas, sem exageros e com muito bom gosto. Também deixaria dentro dessa o Pedro Almodóvar. Tá aí, eu chamaria ele para ser meu cinematógrafo e diretor de arte.

Aguarde, em breve em um cinema perto de você... o filme. “Mr.Jones, e seu reino Inimaginável”

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