6 de jul de 2009

O meu futuro. Você está lá. De azul, inserido num manto de plumas.

Roupa Nova - Amar é


"O amor é um furacão
Surge no coração
Sem ter licença prá entrar
Tempestade de desejos
Um eclipse no final de um beijo
O amor é estação
É inverno, é verão
É como um raio de sol
Que aquece e tira o medo
De enfrentar os riscos
Se entregar...

Amar!
É envelhecer querendo te abraçar
Dedilhar num violão

A canção prá te ninar

Suspirar sem perceber
Respirar o ar que é você
Acordar sorrindo

Ter o dia todo prá te ver..."

" dídi "(carta de uma irmã para um irmão turrão)

Nós sempre brigamos muito. Isso não mudou até hoje... Por que mudaria? É caso de família, mesmo. Não... Não como os que vemos na TV, ora absurdos de ódio mortal, ora perfeitos de beleza mentirosa da vida.

Você já luxou meu dedo ‘Seu Vizinho’. Eu já te bati até meu braço doer. Guerrinha de tudo quanto é tipo. Do Comandos em Ação ao Vídeo-Game. Brigamos, brigamos e brigamos, a ponto de demorar pra você entender que eu ia sim namorar um cara. E daí por diante as coisas mudaram. Mudaram nada ;-)

Você prefere Fant a Uva, eu rio quando você inventa de dar um gole na minha cerveja. Você Agronomia, eu Publicidade, embora seu quê seja na comunicação. (somos parecidos?) Você fala inglês como ninguém, eu travo. Você insiste que eu dirijo bem porque tive a good professor; mas você sabe que eu manjo. Nós somos extremos nas mesmas situações. Você diz sim, eu digo não; e vice-versa. Quem sabe até partilhemos da mesma opinião. O negócio é discordar. Sei lá.

Os dias passaram e brigamos. Brigamos por causa do carro, de um atraso, do computador, dos seus gritos pelo futebol. Brigamos porque eu gosto de pizza de mato e você só quer queijo na frente. Você bebe leite, eu prefiro água. Meu deus do céu... Será que só somos parecidos nos cachos?

Você era dourado e mamãe te dá leite até hoje. Eu nunca liguei, na verdade, mas é sempre bom rir e brincar que você é o queridinho dela. Eu sei que não. Eu só me preocupo em cuidar do teu coração.

Nós nos amamos. Demais.
Aquela foto. Ah, aquela foto diz tudo. Tão poucos anos, um sofá, um colo, 1986 e um carinho arrebatador marcado num a simples imagem. Que não sai, não sai da minha cabeça. Guardo no olhar.

Nós nos amamos. E hoje - você num carro, eu n’outro - eu sinto falta de não falar com você de manhã enq uanto você tenta tirar o meu mau humor matinal, seja comentando da única voz que me faz sorrir na rádio AM, seja contando algum fato; enquanto me dá uma carona não tão bem quista em direção ao meu futuro. O meu futuro. Você está lá. De azul, inserido num manto de plumas, sob meu olhar de todo o cuidado do mundo pra que vire eterno.


Eu te amo. E isso não tem medida cabível. Pode multiplicar.








fonte: Azul da cor do mar

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