14 de mai de 2010

Coisas que só acontecem no reino


Agora sei que a tarefa de ser pai é um tanto árdua. Ontem a minha caçula estava dodói, e passou o dia todo pendurada em mim que parecia uma macaquinha. E não tinha quem a fizesse  ir com mais ninguém. Na noite anterior ela teve umas crises de diarréia. Daí liguei para o celular da pediatra dela que está curtindo férias na Argentina. (antes que pensem bobagens: ela me deu o cel dela por razões como essa que ocorreu com a minha caçula). Ela me orientou direitinho o que fazer, e sobre a dieta dela como deveria ser. E para ela não se sentir diferente, todos aqui almoçaram o mesmo menu. Daí vocês devem se perguntar: - E a mãe delas não ajudou?. Eu liguei pro celular da Beatriz e nada dela atender.

Bem, a tarde antes de ir pegar a minha outra pequena, eu tentei de novo ligar para a Beatriz, e até que enfim ela atendeu. Disse que estava ainda na cama desde ontem, porque estava com febre. E eu com pensamentos fazendo ela parecer uma bruxa por não ter me atendido na noite do sufoco. Daí, não podia negar ajuda né? Afinal, mesmo ela tendo feito o que fez comigo no passado, ela é a mãe das minhas filhas. Liguei para Anita, pedi que ela dirigisse, já que a minha caçula não largava o meu colo. Pegamos a Beatriz e levamos para o hospital. Na recepção para atendimento particular, a moça arregala os olhos a me ver chegando com uma menina no colo, ainda ajudando a Beatriz por ela não se sentir bem, a Anita segurando a mão da minha outra filha. Começa as perguntas, aquele bla bla que acho tão desnecessário na entrada, sendo que poderia ser feito depois do paciente ser atendido.

Recepcionista: Qual delas vai ser atendida?
Eu: Ela aqui. (eu apontei a Beatriz)
Recepcionista: Ela é sua esposa?
Eu: vou tentar resumir. Não sou casado, a Beatriz é mãe das minhas filhas, que é essa aqui no meu colo, e aquela outra garotinha que está segurando a mão da minha amante. E ainda tenho um amor impossível que mora em Dourados, e estou perto de conhecer minha futura esposa que mora no estado (******) “suprindo o nome para os curiosos de plantão.

Nessa altura, a Anita estava dando risadas ouvindo as minhas insanidades. E eu ainda continuei.

Eu: ah, e não só tenho essas duas filhas não, tenho mais um filho que nasceu na Itália e mora atualmente com a mãe em Portugal.
E a recepcionista com aquela cara de paisagem.
A Beatriz foi atendida, medicada e liberada. Só que, eu não podia deixá-la sozinha na casa dela naquele estado. Trouxe pra minha casa, e está descansando.

A caçula melhorou. Quando a Anita perguntou pra ela como ela estava, ela respondeu: - Eu não sinto mais dor porque meu pai cuidou de mim.
Anita: Diego, quantos filhos você disse que ainda quer ter?
Eu: quero mais 4, porque?
Anita: agora tenho toda certeza do mundo que você não é normal.

Eu: E se eu te contar que quando eu tinha 10 anos, eu fui com uma amiga pra assistir uma aula de ballet, e saí de lá querendo ser bailarino. Pode rir, mas eu queria ter feito ballet.
Anita: você com esse tamanho todo? Não sei se ficaria bem.
Eu: preconceituosa. Aposto que pensou outra coisa também.
Anita: Diego, eu percebi você olhando para umas mulheres lá no hospital, você não poupa nem as enfermas. Rsssss
Eu: viu como eu faço né? Primeiro eu miro os olhos, depois o decote, e a bunda.
Anita: nossa, por quê?
Eu: Primeiros os olhos, porque eles expressão muito que as mulheres sentem. Segundo o decote que eu comparo como deve ser a determinação e garra da mulher. E por ultimo a bunda, que é o sinal da saúde. Ahahahahah
Anita: Tenho que rir pra não chorar com essas bobagens que você fala.

7 comentários:

Jackie Freitas disse...

Olá Diego!
Como te disse ontem: não basta ser pai...
E se puder ajudar a ex e mãe de suas filhas, você consegue ser mais humano ainda.
Parabéns! Sem dúvidas você é um ótimo pai.
Beijos,
Jackie

Geraldo disse...

Olá Diego,

Já perdi a conta de quantas vezes já fui com minha filha no hospital, em todos os horários que possas imaginar...

Inclusive quando internou...

Agora mulher começa pelos olhos mesmo.. sem expressão dai não dá para ir adiante, somente para saber se algo se salva..

Abraço

Valéria Braz disse...

Oi... que bom que todos já estão bem e medicados! E que bom que você ainda é capaz de estender a mão carinhosa.....
Imagino a cara das enferemeiras quando você começou a falar se suas "mulheres"....
Quanto aos olhos...são a expressão da alma, mas é também necessário saber vê-los... o decote não é a expressão da determinação, mas a linguagem da sedução... e a bunda, bem a bunda inconscientemente é sim o símbolo da procriação....
Beijo no coração

Fernandez disse...

Grande amigo Diego!
Ser pai é isto ai amigo... :-)

Não tenho filhos ainda, mas já ajudei com minha afilhadinha em momentos de crise... (risos)... e acho muito bacana a atitude. Mas na hora dá medo, pois crianças são frágeis.

A questão dos pontos onde olhamos as mulheres... certamente passamos por todos os pontos referidos... o problema é aonde ficam nossos olhos depois de ter visto tudo... :-) rs

Forte Abraço, Fernandez.

ÂME PASSIONNÉE disse...

sem coments neh........

vc naum existe mesmooooooooo........

eu teria rido na sua cara se eu fosse a recepcionista........

coitadaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!

bjs Dono do Reino.........

ps.:to esperando as garras encarnecidas secarem, pra partir pra proxima faze, hidratar bem a tattoo dos pes , logo que hj eles serao vedetes no palco........rssss

D. Leal disse...

Ah, que linda! "pendurada feito uma macaquinha"! xD
Que bom que ela está melhor...

Beijos, Di!
D. Leal

Leila Franca disse...

Oi Diego,

É muito ruim quando as crianças ficam doentinhas porque elas não entendem o porquê do desconforto, da dieta, do remédio, que não pode isso e aquilo. Vc disse bem: certas perguntas feitas no consultório deviam ser feitas depois do paciente atendido.

bjs

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